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Jardim Gonçalves: a cor do Dinheiro

por Fátima Pinheiro, em 05.06.14

                                                                                              fotografia tirada da net 

 

Jorge Jardim Gonçalves, O Poder do Silêncio, escrito por Luís Osório, foi lançado ontem na Universidade Católica. "Este é um livro de memórias interpretadas por mim", diz o autor nas linhas introdutórias.

 

Mário Pinto apresentou-a e reconhece que cada pensamento do autor tem um peso; não me refiro às 700 páginas do livro, não.  É  Santo Agostinho que anda sempre comigo: o meu amor é o meu peso, repetia sempre. E é curioso que Ramalho Eanes – que lá estava ontem- tenha recorrido ao santo, no rigoroso prefácio que faz deste livro. "Centelha divina de génio e de razão...". Precisamente: precisa-se, assim.

 

Talvez venha a escrever sobre a obra, a minha “leitura”, mas já percebi que o que aqui importa é mesmo lê-la. Já me faltou mais para acabar: são caminhos de cinco anos de conversa desfiada, ou desafiada.  Diz a Nota do autor: “Não é um livro sobre o Processo BCP. Sobre o Opus Dei. Sobre a guerra colonial. Sobre Salazar e Álvaro Cunhal. Sobre o poder angolano e José Eduardo dos Santos. Sobre a infância, o exílio em Espanha, o nascimento dos colégios de Fomento, os que o traíram, amaram, pediram dinheiro. Sobre os irmãos e os filhos, heranças, conflitos familiares. Sobre o conflito com António Champalimaud, Belmiro de Azevedo, Pedro Maria Teixeira Duarte, Vítor Constâncio, António Mexia, José Sócrates ou Ricardo Salgado. Sobre a amizade com Ramalho Eanes e Mário Soares, a engenharia de portos, a morte de alguns dos que mais amou, a sua própria morte. Esta viagem não é sobre cada uma destas coisas. É sobre todas estas coisas.

 

A entrevista ao Jornal I está muito bem feita e é também um boa janela  para saltar. Com ela entra-se nesta história e o autor fala também de projetos futuros, já para breve:um livro sobre a felicidade, e mais não digo. Leiam.

 

Temos então entre mãos um convite a uma viagem que agora poderá ser nossa, minha. Grande crédito! Imagino o que terá sido dito e que aqui não está; imagino o que falta dizer. Jardim Gonçalves ajuda: «Muitas vezes ouvi um ‘mas nunca falámos disso!...’ e estou certo que, pisando limites, nos apetece continuar. Quando? Alguém dirá.’» (na Nota Introdutória).

 

É uma "homenagem" que se merece. Apenas uma palavra  mais. Disseram-me um dia, e eu verifico, que Deus é não só um bom pagador (paga 100 por 1, como vem no Evangellho), como paga "logo". De formas, ou cores, inimagináveis; não fosse Ele MESMO Deus!

 

São outros caminhos. É a chamada via sacra: este livro, a vida de cada um de nós. Nós é que andamos distraídos; ou preferimos outros poderes e outros silêncios, que não os da liberdade.

 

Ontem, quando foram plenas as centenas de cadeiras do Auditório mais emblemático duma instituição bem cunhada - e os mais "íntimos" se sentarem no chão - vi mais de perto dois homens felizes. O sinal disso? A alegria. Essa não engana. É contagiante. Dá-se por osmose. E não é amarela....

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