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                                      Marcelo Rebelo de Sousa, há 100 dias, no Congresso do PSD

                                       da net

 

Assisti in loco à aterragem do Professor Marcelo, no Coliseu, no último Congresso do PSD. Agora foi na cidade dos amores, na campanha das Europeias. A três dias do voto, é o mesmo que está em causa: o factor X, ou uma gala de talentos? Taça ou Globo de Ouro? Quem trabalha com a Bimby sabe que com os mesmos ingredientes se fazem coisas diferentes: é só programar os botões tempo, velocidade e temperatura. Resta saber o que se quer comer depois de 25.

 

Marcelo foi decisivo há 100 dias, pelo inesperado, e pelo número que protagonizou às portas de Santo Antão. Lembro-me de um dia ele ter dito que um bom professor sabe fazer teatro. Não que o Congresso laranja estivesse no D. Maria; mas sempre estávamos num Coliseu especial. De Passos Coelho, o que via eu de uma dessas galerias? Discrição e fora das câmaras. Tudo menos passear no calmo da tarde. O que tem Passos, que fez vir ao Coliseu quem disse que não iria? O que tem Passos, que fez o seu anterior rival na candidatura à liderança do PSD dizer o que disse, um dos melhores discursos do dia? Que tem Passos para mostrar um PSD a pulsar de novo?

 

O anúncio de que Marcelo ia chegar - ele que tinha dito que não iria -, tornou quente a sala. Afinal o Congresso tinha interesse. E Marcos Mendes acabou por aparecer, depois do jantar. E Pedro Santana Lopes fez um discurso de arrasar. Ao longo da tarde já alguns congressistas tinham reconhecido o valor da postura de autoridade de Passos Coelho. O tempo passava, e era vê-los a chegar, e a abraçar. Uma espécie de filhos pródigos vindos de seu próprio pé a um lugar de chegada e arranque. Uma família desavinda em muito, mas a manifestar qualquer coisa diferente. O professor chegou por volta das 19h e lá vi o costumeiro abraço ao líder. Ainda veio a tempo de ouvir e ver Rangel, que fez um discurso brilhante. Inteligente. Sabe pensar e sabe comunicar, qualidades raras numa só pessoa (nem preciso de exemplificar...) E quis marcar aí os Passos para as Europeias. Pediu a Seguro interlocutor, na hora. A bem da Política, isto é, para não falar para as paredes. Estavamos a 100 dias das Europeias. A precisar de argumentação e de ação. "Carificação e não hesitação!", disse para comparar Passos e Seguro.

 

O trapézio tinha então Marcelo (s ) e Santana. Este, diplomaticamente, manifestou uma visão razoável: aparecer quando tudo corre bem, pode resvalar para o banal; aparecer para aproveitar a onda, pode resvalar para o sacrifício. Por Portugal, repetiu várias vezes. E disse que o PSD tem liberdade sim, mas tem regras também; que chega de palhaçada; que há quem tenha o talento de por a sua vida no que diz; e que diz que há o talento de quem aparece e desaparece a seu bel prazer, sem dar o litro.

 

Se há alguém que anda a passear, esse não se chama Pedro. São outros que passeiam. Outros que passaram e não passaram. Passarão e não passarão. Rangel em Coimbra sabe, disse-o aos jornalistas, quando questionado se tinha ficado surpreendido com o teor do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, em que apelou ao voto em Juncker para presidente da Comissão Europeia. "Ele é uma pessoa que nos consegue sempre surpreender, isso faz parte das suas características." Falando aos jornalistas em Óbidos, depois de ter percorrido a pé com o primeiro candidato do CDS-PP, Nuno Melo, ruas do centro daquela vila, o cabeça de lista, Paulo Rangel disse que ficou surpreendido "pela positiva, porque é muito importante fazer esta pedagogia europeia, como ele fez".

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