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Nasceu o "Observador": que se lixe o "Expresso"!

por Fátima Pinheiro, em 19.05.14

 

tirada do «Observador»

 

 

Uns dias depois da revolução digital do Expresso, nasce o  Observador: “é um jornal digital do século XXI. Queremos observar e descrever o mundo, com independência e exigência, contribuindo para a construção de uma sociedade mais bem informada e democrática - para isso precisamos de si.”, diz o facebook deles. Eu, que não assisti à minha morte no Expresso, onde escrevi online durante um ano e todos os dias, fui posta no “olho” da rua sem saber. Estavam tão ocupados a lançar a coisa, que fui tratada de forma inacreditável. Estou ressentida? Claro que sim. Quem não se sente não é filho de boa gente. Mas já estou na página seguinte.

 

Não se faz. Mas claro que o epigráfico “que se lixe” só vale o desabafo e o expelir ódio do ressentimento, que só faz mal a quem o tem e não a quem é dirigido. Nem eu sou tanto que tire horas de sono à administração do Expresso. Estamos todos bem. E ao desabafar “on line” poupo no psicólogo, que a vida está cara. Mas gosto muito de psicólogos, daqueles que estão bem com a vida, e acabo por ser amiga de alguns.

 

Uma palavra sobre este nascimento de hoje, no dia, diz o novo jornal, em que passam 124 anos do nascimento de Mário de Sá-Carneiro, o romântico incurável a quem bastaram 25 anos para que Pessoa o considerasse “génio da arte”. Eu que sábado vou ao Café Saudade  ouvir o Vítor Pena Viçoso numa tertúlia sobre Alberto Caeiro, gostei.

 

O Observador teve um parto assistido. Ontem à noite já se podia ver o debate Assis versus Rangel sobre as Europeias. E por baixo: “Proponha uma correção, sugira uma pista”. E é verdade, acontece, e na hora.  Então quer isto dizer que não tenho que saber “como funciona”, e que “é fácil”. Funciona logo. Já me tinham dito que o novo “tabloide” usa o motor “expensive”, o que torna a interatividade do interface  imediata, na hora mesmo. Experimentei e é muito bom.

 

Parece que passei a parteira. O que me calha muito bem. Porquê? Porque como sou de filosofia, a mãe de Sócrates era parteira, e ele também (de ideias, claro), sinto-me peixe na água. Estás a fazer-te ao novo online? Estou,estou. Melhor, já me fiz. E assistida. 

 

A fotografia está grande? Está. Foi de propósito. Amanhã volto ao tamnho normal.

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