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Eu nem vejo sempre. Mas há quem não perca o Professor Marcelo. Quase uma Homilia Dominical. Se vejo é porque aprecio a inteligência em ação. E ontem ficou bem provado, mais uma vez, e para mim, que essa ação é muitas vezes de desrespeito e só empobrece quem a pratica. Ao que chegou o comentário “político”! O dano disto, é que muitos vão atrás – Marias vão com Marcelo - , e fica-se a pensar que assim é que é. E durante a semana, oiço muito “papagaio” (é interessante ir à etimologia desta palavra). Ontem? Foi “apenas” uma nota sobre o Mundial e Pedro Passos Coelho. Foi muito feio.

Inacreditável. Não se faz. Estarei porventura a exagerar? Não. Quem é no pouco, é no muito, sei de experiência feita. Não estou a defender Passos – eu que até ganhei um bom desemprego por causa disto tudo - ; quem me conhece, e quem lê o que escrevo, sabe que não defendo nada, a não ser a luta armada pela “minha” felicidade. E que isto não é egoísmo. Lutar pela minha felicidade é a única forma de “fazer” alguma coisa por esta vida que todos encontramos ao irmos nascendo todos os dias. Andar aqui no “empata” não pega comigo. Vivo no seio de uma família e só “dou para a caixa” se me trabalhar para me tornar numa pessoa interessante. Atrativa. Com alguma coisa boa para dar. Dar-me. E dar o resto. Ou seja, o trabalho que me dá o trabalho de lutar pela felicidade, reverte, em última análise, para os que me foram “confiados”. O mais é a pedra no lago, e os círculos que se vão multiplicando rigorosamente em outros círculos, cada vez mais longe. Sei que é assim porque foi um desses que me agarrou e é nele que agora pairo sobre cada água.

Sou a favor. Do Professor também. Mas não sou estúpida. Hoje era então para dizer isto. Sentei-me ontem diante do Canal 4 e oiço falar do Mundial em clima ameno, entre sorrisos informais: “O Primeiro Ministro baldou-se ao futebol!” Mais sorrisos; como se fosse recreio e o programa fosse seguir dentro de momentos. Acrescentou: “Não gosta de futebol!”. “Eu se fosse Primeiro Ministro teria ido; se fosse líder da oposição teria ido!”. Para apoiar a seleção, disse. BALDOU-SE? Importa – se de repetir?

E mais. Logo de seguida, como se nada tivesse dito – ou apenas o ter deixado cair um “ai”, “ui” ou “ei” -, começou a olhar para os seus papéis, esses sim importantes. O que dissera sobre o futebol, até nem era importante; deixou escapar. Estava-se tão bem. Agora, o verbo “escapar” não cabe na sintaxe de Marcelo. Nela o ponto não é dado sem nó. Curiosamente, conheço outra figura pública que faz o mesmo, mas na perfeição. Escuso de dizer quem é. Entre eles há no entanto uma grande diferença. Só um é mesmo um animal político. Ser inteligente ajuda, mas não chega. E 2014 é o ano de Portugal, CR "dixit". Às 17h quem é que não vai apoiar, quem é? Salvador pode ter longe, e distância...

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