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Sobrinho Simões: «em 2015 vamos ter mais cancros»

por Fátima Pinheiro, em 09.06.14

 

 

 

 

                                                     José Manuel Pereira de Almeida, o da esquerda, Manuel Sobrinho Simões, o da direita.  Boa esta

                                                     iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos

                                                     RICARDO MARTINS

 

Sobrinho Simões (Prémio Pessoa 2002) tem um novo livro, “O Cancro”, lançado na 6ªfeira passada, no El Corte Inglês, por José Manuel Pereira de Almeida. Enganei-me e cheguei uma hora antes. Fui fazer “horas” para a cafetaria, planear coisas. Do livro? Fiquei a conhecer mais, o que me leva a dizer que vale a pena ler. Interesso-me pelo tema. Recentemente morreram de cancro duas pessoas minhas amigas.

 

Enquanto esperava no café, o autor entrou. Pedi-lhe se mais tarde me poderia trocar por miúdos o que é o cancro. “Mas digo-lhe já.” Ok. Pegou na minha caneta vermelha e escreveu com aquela letra de médico que nos obriga a um esforço adicional para compreender. Perguntei se o cancro tinha cura. Ele disse que o cancro “controla-se”.

 

 

 

                                                      RICARDO MARTINS                                                      

 

Na contra capa lê-se: “Numa linguagem acessível às pessoas sem formação médica, este livro procura responder às perguntas básicas do universo da oncologia. O que é o cancro? Quantas doenças cancerosas distintas se albergam sob a designação geral de «cancro»? Como se originam os cancros a partir das lesões pré-cancerosas? Porque é que o cancro está a aumentar em todo o mundo? No cancro, o que é hereditário e o que é ambiental? Qual o papel dos nossos comportamentos na ocorrência de doenças cancerosas? Na segunda parte da obra, as respostas a estas perguntas são utilizadas para passar do pensamento à acção: Como se previne o cancro? Como se diagnosticam os cancros nas suas fases iniciais? Como se tratam os doentes? Sem deixar de salientar a necessidade de apostar na prevenção e no diagnóstico precoce, a resposta à grande questão – o cancro tem cura? – é, felizmente, cada vez mais afirmativa.”

 

“O que se passará em 2050?” é uma pergunta que surge no epílogo deste livro, que tem a chancela da Fundação Francisco Manuel dos Santos. O autor responde assim: ”vamos ter cada vez mais cancros, mesmo muitos mais, se não mudarmos o nosso estilo de vida, sem que, no entanto, morramos mais devido a doenças cancerosas.”

 

E afinal o que é o cancro? Aqui vai o que ele escreveu na minha folha: «O cancro é um clone dos nossos próprios tecidos, muito eficiente em termos energéticos, que não respeita as fronteiras e por isso acaba muitas vezes por destruir o hospedeiro [quem?, perguntei], isto é, nós.” E pronto. Agora é ler. E saber.

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