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Votei Marinho Pinto

por Fátima Pinheiro, em 26.05.14

 

                                   Marinho Pinto  fotografia tirada da net

 

Começei a olhar para ele num debate televisivo sobre coadoção. O tema é fracturante. Muitas perguntas não foram respondidas. Houve uma que me ficou, e veio de um Marinho Pinto que eu desconhecia até então:"uma criança tem direito a um pai e a uma mãe?". E ele disse que sim.

 

Isabel Moreira antes dissera : "um espermatozóide não é um pai". Tem toda a razão, mas é também verdade que um espermatozoide pode vir a ser um pai.

 

Trata-se de proteger a criança. Estranho porém ter que repetir-se este dogma tanta vez! E como é habitual neste tipo de programas, na mesa estiveram números, leis de países considerados mais avançados, estudos de psicologia que mostram que a presença masculino/feminino é fundamental, outros estudos, o contrário.

 

Um dia farão espermatozoides em laboratório, dir-me-ão. Preciso de saber como é que se poderá vir a fazer, a partir de que material biológico. Também quando se discutiu a clonagem me explicaram que qualquer célula serviria, que poderia, por exemplo, ser retirada de uma perna. O que quer dizer que tenho, neste caso, como "pai", uma perna. Aqui ironizo, obvio.

 

Ser pai é muito mais que ser o pai biológico, o que vale para a mãe, e não só para a clonagem. Mas voltando ao Programa onde passei a seguir Marinho Pinto, registei:  que a criança tem direito a um equilíbrio afetivo; que muitos casais não o dão, outros sim; que muitas instituições não o dão, outras dão. Que o que preferem os filhos de uns, não preferem os de outros: uns acham que é uma estupidez a criança viver com dois pais e com duas mães; outros filhos acham que pode ser, que é melhor uma criança, que "perdeu" os pais, viver com alguém que lhe dê amor, do que viver numa instituição sem rosto humano. Também acho. Conheço alguns “casos”.

 

Fartos de saber a sociedade em que vivemos: casais, instituições, política, que deixam muito a desejar. Não são o ideal, não promovem o bem comum, que não o é se não for o bem de cada pessoa. Não se fazem leis em cima do joelho.

 

O Estado tem que se mexer, mas com sabedoria e não a dizer “vou ali e já venho”. A política não devia ser a atividade mais nobre? Digo o que penso: uma criança precisa de um pai e de uma mãe. E não é só a criança, mas o adulto que sou também. Parece mais razoável que assim seja, não para convencer ninguém mas é o que se passa comigo, e desconfio que qualquer criança prefere ser agarrada por pai e mãe. "Há isso é o ideal", dizem-me. "Pois é", digo. E acrescento: "mas não é disso que estamos a falar?". Ou deve o Estado por baixa a fasquia? Pôr-se de cócoras e "avançar" para leis injustas? "No meu tempo ainda hei-de ver muita coisinha que nunca pensei vir a ver",lá dizia a mãe do meu pai. Agora eu: para onde vamos?

 

Vamos, sim, tratar destas crianças. Há muitos que já o fazem no terreno e não apenas em nome dos direitos dos homossexuais - a quem não quero tirar nada. Nasci para ser feliz: não porque o mereça, mas porque me encontrei a querer sê-lo. E quero o meu pai e a minha mãe, que Deus tem. Pão, pão, queijo, queijo. Parabéns Marinho Pinto. Começa a fazer a mala.

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