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da net

Conchita Wurst, com velas e bolos

 

Dizem eles que a cam-panha para as europeias começou ontem! Deixem-me rir. Mas isso agora não inter-essa. Ou sim? Vinha aqui falar de música, de uma voz que eu não conhecia e que é so-barba. Eu cá era nela que votaria também. Porquê: porque vou ao miolo, não me a-traem as menos-valias. É como hoje – e sempre -, 13 de Maio, em Fátima, coisas que ainda ontem vi in loco: quantas canetas com a Senhora a subir e descer num líquido transparente e conservador? (nalgumas lojas esgotadas, mas já encomendadas, disseram-me ontem com zelo); quantos joelhos rasgados de andar em carro-cel à roda da imagem da cape-linha?; quantos pregões género “se não compra…vai para o inferno!"; quantos terços bene-tom? Pois se calhar ao escrever hoje sobre o Festival da Eurovisão 2014, também tocarei noutras coisas. Isto não é a minha cara, mas Europa e Fátima são.

 

Há muito que não se falava - em casas, na rua, e nos media - de festivais de canções. O de Portugal devido à vem-cedora. O da Euro-Visão, por causa dumas barbas que ganharam. RISE LIKE A PHOENIX (gosto disto), levou Conchita Wurst, da Áustria, a vencer a 59.ª edição do Festival Eurovisão. Devo dizer que tem uma voz especta-ocular. Dizem-me que há mais assim. Pois se há quero conhecer. E dizem mais, que as barbas estavam lá para chamar a atenção (tipo maquie-velismo). Pois ainda bem. Por mim repito o seu discurso: “Esta noite é dedicada a todos os que acreditem num futuro de paz e liberdade. Somos unidade e somos imparáveis”.

 

Ino-vou? Pois é. Só há uma coisa realmente inovadora. Mas como me considero uma mulher de barba rija, não digo. E a palavra vem no Antigo Testamento. O aggiornamento prota- agonizado pelo jargão dos desenvolvimentos sustentáveis, sustentados, objectivos do millenium (já não sei de qual 1000-é-nio), ignora que é impossível retirar seja o que for de um envelope vazio (excepto o Luis de Matos, ou parecido) e que a competição à custa do suor dos outros é uma nova forma de escravidão. Com-chita muito sonhou, su-ou, tra-balhou. A voz ninguém lha tira. É o que costumo fazer cada dia.

 

“Homens de barba rija”? Sim. Não são banalidades, que ideia! São questões de teoria da imagem: a barba está na cara, e a cara está destapada, e a boca e olhos estão na cara (não vou agora falar nem de Lévinas, nem de Sartre, nem de Gibson, nem dos outros, isto hoje é doutra abrangência, ainda maior). Vale tudo e tem a ver com as mulheres. Hoje já é possível im-plantar em qualquer sítio. Fazem-se extensões no cabelo, nas pestanas, e mais. Pode até um homem deixar a sua careca (que pena!). Para já não falar da sempre actual peruca, ou do recurso da “Vida de Bryan”, o daquelas mulheres que para apedrejarem o homem acusado de blasfémia (gesto a que só os homens tinham direito) colocam as maravilhosas barbichas com o elástico à volta da cabeça.

 

Não vivemos já numa era tecnologicamente ainda mais ultrapassável? E desde que a ONU homologou (amen!) a questão da decisão soberana de se decidir a orientação, sexual e outras, e em que os géneros já não são dois mas aqueles que um homem quiser (acho que já vai em 5 géneros), já nem sky é o limite. Já estamos num avanço sem precedentes. Até penas em vez de pelos, ou mesmo escamas, asas e coisas fan-tásticas. E não são os louros e as louras também morenos e morenas? E uns dias assim e outros não?

 

Quanto ao assunto epi-gráfico, penso que não sendo uma questão propriamente íntima, prende-se ao foro pessoal. É por isso uma questão funda-mental, revela muito da pessoa. Com ou sem barba, com ou sem Fátima? Com ou sem elas, posso ser, ou não, protagonista? É como a moda, uma atitude? Sim, mas tudo depende das razões - e não das barbas ou velinhas - que se mostram. É com velas e barbas que os tolos se perdem…

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